Finalmente criaram um robô quase humano. Ele é carente e chato

Blog
Typography

O futuro da inteligência artificial pode não ser aquela maravilha que os otimistas esperam nem o apocalipse das máquinas dominando o mundo. 

Em vez disso, o cenário de daqui a alguns anos pode simplesmente ser um chute nas partes baixas. Nossa utopia de robôs inteligentes está seriamente comprometida com o novo Talking Ally.

O robozinho, construído pelo Laboratório de Design de Comunicações e Interações da Universidade de Toyohashi, no Japão, assemelha-se a um abajur. Lembra muito com aquele que a Pixar utiliza na abertura de seus filmes. Ele foi feito para interagir com humanos e proporcionar uma experiência enriquecedora de troca de conhecimentos. E ele realmente faz isso, mas é absolutamente irritante.

O Talking Ally, por exemplo, faz barulhos e movimentos intempestivos quando alguém para de falar com ele. Lembra uma criança mimada ou aquele seu amigo chato nas redes sociais. O conjunto de tecnologias e engenharia colocado nele parece tornar essa interação ainda mais devastadora.

O robô tem uma câmera no centro de sua cabeça oval para manter o contato visual com o interlocutor. Outra câmera escondida no que seria o corpo dele é capaz de rastrear os movimentos que a pessoa faz. Esse olho secundário dele é poderosíssimo, sendo sensível o suficiente para perceber qual notícia você está lendo, programa que está assistindo ou se olhou para aquele sanduíche na mesa. Com isso, ele busca em um feed de notícias alguma informação sobre aquilo e dá um pitaco.

Com isso, aquela imagem do simpático abajur da Pixar vai pro brejo e você começa a se perguntar se não está na frente de um demoniozinho ciclope que veio pra lhe atazanar a vida. E tudo ainda fica pior. Se o humano desvia o olhar no meio do intrometimento do Talking Ally, ele faz acenos com a cabeça para mostrar que ainda está lá e está tentando ter uma conversa. O filhote de cruz-credo com aquela sua máquina de lavar que sai dançando pela lavanderia ainda muda o tom de voz quando se sente menosprezado. Sim. É carente o danado.

Tudo pela ciência

Os pesquisadores dizem que todas essas importunações do pestinha são necessárias para estudar melhor como a comunicação entre máquina e humano se dará. O estresse e a expressão corporal excessiva fazem parte das pesquisas. Os seres humanos também usam e abusam das linguagens do corpo e tudo o que ele faz. Os cientistas alegam que isso trará mais avanços no modo que os robôs podem interagir conosco no futuro. Bom, esperamos que sejam bons modos, então.

Popular Tags

Top Bloggers

  • Joni Braga

    Joni Braga

    Editor Responsável

  • Rony Lima

    Rony Lima

    Webmaster

  • Daiane Revitti

    Daiane Revitti

    Consultora de Beleza